Lembro de um doce conforto
Da calma de seu colo
Onde o lençol nos enlaçava
Após a noite que ainda perdurava
Teus seios me encaravam
Clamavam para serem tocados
E ao percorrer e me perder
Nas sinuosas linhas do seu corpo
Tua flor me olhava
Desabrochava
Insinuando ser só minha
Teu pescoço implorava por meus beijos
E teu assento gritava por minhas mãos
Que após os tapas se embriagava
E assim éramos um
Sem divisão
Nosso colchão, meu amor
Se tornava mar
Por sua imensidão
Onde as ondas eram prazer
E teu gemido era canção
Nenhum comentário:
Postar um comentário