terça-feira, 1 de outubro de 2013

Agenor de Miranda Araújo Neto estava certo, o amor na prática é sempre ao contrário. Só pelo jeito que começa já é uma bagunça! Nada de defeitos, a falsa liberdade de ambos os lados, a disputa de quem liga primeiro ou liga mais, e por aí se estende o jogo psicológico entre duas almas que se desejam mas que temem que a dor e o arrependimento cheguem um dia. 
Odeio gente que se prende, odeio moderação! O amor não é um jogo mas a gente se joga, ou pelo menos deveria. Para que porém? Para que pensar demais? Jogar-se é isso! Fazer o que a alma sente, o que o coração não compreende e o que o corpo por inteiro quer. Acho que sou um dos últimos românticos e desbravadores do amor que se pode ver por aí. São tantos medos que ninguém mais sabe amar. Confundem um sentimento com presentes caros, com status, até com o simples medo de ficar só. Alguns traem por medo de serem traídos, outros confundem troca de sentimentos com posse, e aí começa a grande de desordem.
Acordem! Não existe um padrão para o amor, ele é puro, místico, verdadeiro, é ímpar! Nem nós mesmos, por vivermos o sentimento, temos a capacidade de defini-lo e estabelecer qualquer regra. Se não, não seria amor.
O amor é livre, se ama quem quiser, independente de situação ou tempo. Já ouvi frases como: "Nossa, você está com fulano somente a  2 semanas e já fala que ama?" Como se houvesse uma regra pré-estabelecida que diz que você deve esperar uma certa quantidade de meses para poder dizer um simples, porém intenso, "Eu te amo". Cá pra nós? Amor de babilônia fede. Não se pode achar bonita outras pessoas, não se pode abraçar outras pessoas, não se pode elogiar outras pessoas, e em estágios avançados não se pode nem olhá-las, porque você sabe né? É traição! São as regras idiotas da sociedade quem disseminam esses falsos amores, de valores invertidos.

Amor é o simples desejo de um sorriso ou um abraço que é único. É a incessável vontade de reviver o calor de outro corpo, a mútua felicidade de um casal que se prende em prol de uma liberdade à dois, é o que não se pode explicar o porquê e nem como começou. É o que mesmo depois de tudo o que falei, não tem definição, nem guia e nem refrão.

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