Agenor de Miranda Araújo Neto estava certo, o amor
na prática é sempre ao contrário. Só pelo jeito que começa já é uma bagunça!
Nada de defeitos, a falsa liberdade de ambos os lados, a disputa de quem liga
primeiro ou liga mais, e por aí se estende o jogo psicológico entre duas almas
que se desejam mas que temem que a dor e o arrependimento cheguem um dia.
Odeio gente que se prende, odeio moderação! O
amor não é um jogo mas a gente se joga, ou pelo menos deveria. Para que porém?
Para que pensar demais? Jogar-se é isso! Fazer o que a alma sente, o que o
coração não compreende e o que o corpo por inteiro quer. Acho que sou um dos
últimos românticos e desbravadores do amor que se pode ver por aí. São tantos
medos que ninguém mais sabe amar. Confundem um sentimento com presentes caros,
com status, até com o simples medo de ficar só. Alguns traem por medo de serem
traídos, outros confundem troca de sentimentos com posse, e aí começa a grande
de desordem.
Acordem! Não existe um padrão para o amor, ele é
puro, místico, verdadeiro, é ímpar! Nem nós mesmos, por vivermos o sentimento,
temos a capacidade de defini-lo e estabelecer qualquer regra. Se não, não seria
amor.
O
amor é livre, se ama quem quiser, independente de situação ou tempo. Já ouvi
frases como: "Nossa, você está com fulano somente a 2 semanas e já
fala que ama?" Como se houvesse uma regra pré-estabelecida que diz que
você deve esperar uma certa quantidade de meses para poder dizer um simples,
porém intenso, "Eu te amo". Cá pra nós? Amor de babilônia fede. Não
se pode achar bonita outras pessoas, não se pode abraçar outras pessoas, não se
pode elogiar outras pessoas, e em estágios avançados não se pode nem olhá-las,
porque você sabe né? É traição! São as regras idiotas da sociedade quem
disseminam esses falsos amores, de valores invertidos.
Amor
é o simples desejo de um sorriso ou um abraço que é único. É a incessável
vontade de reviver o calor de outro corpo, a mútua felicidade de um casal que
se prende em prol de uma liberdade à dois, é o que não se pode explicar o
porquê e nem como começou. É o que mesmo depois de tudo o que falei, não tem
definição, nem guia e nem refrão.
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