domingo, 18 de maio de 2014

Os olhos dela conversavam com a lua
Ele queria que a noite fosse sua
Com o boné dele na cabeça, ela ria
Eles queriam que seus corpos fizessem magia

Magia da carne e do prazer
Ela ria, sem saber o que dizer
Ele um malandro de poucas palavras
E uma baita foda ocular os esquentava

O colchão que era quase chão se tornava morada
E cada toque dele a respiração dela aumentava
As costas dele era o novo habitat das unhas cravadas
Enquanto a lua os assistia se sentindo extremamente excitada

Os gritos dela desenhavam notas musicas pelo quarto
Suor, calafrios, palavras, barulho e muito tato
Ele a apertava pelas ancas e se perdia entre as curvas
A gana de ambos, já os deixavam com as vistas turvas

Pedidos, desejos e muita malícia
Ela tímida na cama já se sentia à vontade
Satisfação, necessidade e também havia carícia
Por entre as pernas dela ele já se sentia à vontade

Eles elevavam seus chakras
Meditação dos corpos
A energia do céu estrelado os entrelaçava
E única tristeza era saber que a noite uma hora acabava




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