domingo, 21 de abril de 2013

Amor de papel

Henrique há um bom tempo tem conhecido várias mulheres e tem sido feliz com isso, mas ainda sonha com o amor de bárbara todas as noites. Depois de quase dois anos após o término do namoro ele recebe a notícia de que ela iria até a casa dele no domingo. A ansiedade tomava conta de seu corpo e de sua mente, mesmo depois de uma baita noitada ele não conseguiu nem dormir direito, pensando na chegada da menina mais incrível e encantadora que já viu em toda sua vida. Mesmo com as pálpebras pesadas, a voz rouca e a mente cansada ele se concentrava no que ia dizer, era um turbilhão de idéias sem sua cabeça. Henrique não fazia ideia do que poderia acontecer, ao mesmo tempo que ele achava que bárbara ainda sentia o algo por ele, também achava que ele era só mais um. Porém era a sua melhor oportunidade de reviver o mais belo sentimento que já sentiu por uma mulher, já que Bárbara havia passado em uma faculdade em outra cidade e em breve se mudaria.
Henrique só pensava no beijo que pretendia roubar, no entrelace de mãos, na conexão de energia, na despedida, será que ela aceitaria? O tempo passou e Bárbara não chegou, ele saiu de bicicleta para respirar a brisa da noite que se iniciava, mas até a tia que lia jornal na fila do pão sabia ele não a havia encontrado, seu semblante não era de tristeza, nem ele sabia qual era o sentimento lhe invadia aquele momento.
Henrique fumou o seu cigarro e voltou para a sua casa para escrever mais uma carta sem destino, era o seu refúgio. Mesmo que seja em vão ele sempre continuará escrever para Bárbara, pois ele ama isso, chega doer de tão bonito o jeito como ele ainda a ama em seu travesseiro e em seu caderno. É o amor mais belo que já conheci.

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